"Quem caminha em direção a si mesmo corre o risco do encontro consigo mesmo. O espelho não lisonjeia, mostrando fielmente o que quer que nele se olhe; ou seja, aquela face que nunca mostramos ao mundo, porque a encobrimos com a persona, a máscara do ator. Mas o espelho está por detrás da máscara e mostra a face verdadeira." (Carl Gustav Jung)

domingo, 13 de março de 2016

A Vênus dos olhos

Os olhos dela eram profundos,
eram um rio de encontro ao oceano.
Seu olhar era de melancolia e encanto.
Eram pares de olhos eternos,
convidativos ao flerte,
sendo impossível não fitá-los.
Neles se via o céu,
a lua e as estrelas,
em suma,
um mundo à parte
onde era fácil perder-se
por todo o sempre.

Quando ele olhava-os,
sentia a vida parar,
tudo passava a ser inerte.
Só lhe importava os olhos dela.

E no colossal mar de olhos,
(ou olhos de mar),
havia a cumplicidade.

Após longa viagem,
o sentimento compartilhado por ambos,
antes de despedirem-se,
era de saudade,
de terem de aguardar certo tempo
para que ele observasse,
novamente,
a janela da alma dela.

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