"Quem caminha em direção a si mesmo corre o risco do encontro consigo mesmo. O espelho não lisonjeia, mostrando fielmente o que quer que nele se olhe; ou seja, aquela face que nunca mostramos ao mundo, porque a encobrimos com a persona, a máscara do ator. Mas o espelho está por detrás da máscara e mostra a face verdadeira." (Carl Gustav Jung)

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A mortalha da morte do morto


O morto geme.
Por que ele treme?
O que o incomoda?
Seu corpo está coberto por uma mortífera ferida.
O morto propaga a morte.
Dele foge a sorte.
Sua existência fora maldita.
Por que o morto geme?
O que ele sente?
Esse ferimento é persistente?
Vã mortalha que o cobre insistente.
Segue sem entender realmente.
A mortalha da morte do morto o segue fielmente.
E diz a inscrição da onírica lápide, unicamente:
"Aqui jaz um enigma, um homem morto, puramente".

Nenhum comentário: