"Quem caminha em direção a si mesmo corre o risco do encontro consigo mesmo. O espelho não lisonjeia, mostrando fielmente o que quer que nele se olhe; ou seja, aquela face que nunca mostramos ao mundo, porque a encobrimos com a persona, a máscara do ator. Mas o espelho está por detrás da máscara e mostra a face verdadeira." (Carl Gustav Jung)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

O ciclo

“Ouça-me bem, amor. Preste atenção, o mundo é um moinho. Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos. Vai reduzir as ilusões a pó.”

(Cartola na canção O mundo é um moinho)


O mundo segue em seu eterno retorno infindável.

Seguimos com ele até que nossa existência se torna descartável.

Nesse ínterim, nossos sonhos são construídos para serem destruídos.


Como pode o homem nascer tão frágil e morrer também tão frágil?

É o ciclo que cumprimos em nossa pequena estada na Terra.


Matamos, roubamos, enganamos, fazemos mal uns aos outros.

Esse é nosso círculo vicioso sem fim.

Não vivemos como deveríamos.

Apenas nos arrependemos durante o adeus.

É tarde demais, não há mais volta.

O ciclo se cumpriu sem nem nos apercebermos.

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