"Quem caminha em direção a si mesmo corre o risco do encontro consigo mesmo. O espelho não lisonjeia, mostrando fielmente o que quer que nele se olhe; ou seja, aquela face que nunca mostramos ao mundo, porque a encobrimos com a persona, a máscara do ator. Mas o espelho está por detrás da máscara e mostra a face verdadeira." (Carl Gustav Jung)

domingo, 3 de outubro de 2010

O homem

O homem andava. O homem parava. O homem olhava. Para trás, para os lados, para todos os lugares. Quem o perseguia? A vida ou a morte? A mentira ou a má sorte?

Ele não era apenas um homem. Ele era o homem. Ele estava acima de tudo e de todos. Ele não tinha qualidades, mas tinha apreço pelas artes. Ele odiava os homens e suas irracionais racionalidades acima de tudo. Talvez daí tenha vindo seu lado obscuro de ser anti-social.

O homem era um justiceiro no alto de seu cavalo branco ou era um maloqueiro no baixo de um macaco estranho?

Parecia mais ser um ser indefinido, um ser mal escrito, assim como eu e você, nesse mundo empobrecido, racionalístico, do ser mítico que, segundo um livro místico, nos fez à sua imagem e semelhança.

2 comentários:

Tathiane disse...

Não acredito que "o homem" seja anti-social... Mas sim misteriso!

Jefferson Assunção disse...

Preste atenção nas entrelinhas. hehe