"Quem caminha em direção a si mesmo corre o risco do encontro consigo mesmo. O espelho não lisonjeia, mostrando fielmente o que quer que nele se olhe; ou seja, aquela face que nunca mostramos ao mundo, porque a encobrimos com a persona, a máscara do ator. Mas o espelho está por detrás da máscara e mostra a face verdadeira." (Carl Gustav Jung)

sábado, 25 de outubro de 2008

O amor na perspectiva de um pessimista

O que é o amor? Qual sua finalidade? São perguntas que vivo me fazendo a cada milésimo de segundo de minha reles vida inútil. Talvez o amor não exista (antes que protestem, reforço que eu disse talvez). Pode ser que esse "sentimento" seja apenas um instinto de sobrevivência. Explicando melhor, talvez seja apenas um modo com que nos apegamos a algo ou a alguém. O problema seria que, ao considerar isso tudo, entenderíamos prontamente que quem possuísse tal nobre afeição estaria a frente na escala de evolução. Todavia, não considero isso, penso totalmente o contrário. Não que eu pense que o amor enfraqueça as pessoas, mas penso que ele é a causa de todos os problemas delas. O amor causa a intolerância, daí provêm conflitos e guerras. Além do mais, penso eu que todos ou quase todos os relacionamentos ditos amorosos estão fadados ao fracasso, pois as pessoas ainda não aprenderam a compartilhar as coisas. Alguns irão achar-me pessimista ou louco por fazer uma análise tão medíocre, mas meus pensamentos fazem com que eu tenha de escrever minhas idéias e, enquanto não o faço, fico apreensivo. Tudo que vos digo, observo pelas minhas andanças por esse mundo pestífero. Não é um trabalho de campo, como a antropologia pede, mas é uma observação analítica dos estranhos seres viventes nessa terra de demônios e medusas. Nossa, agora assim fui ao extremo do pessimismo, mas às vezes sou assim mesmo. Por favor, não escutem as imbecilidades proferidas por esse texto insano, caso não queiram ser como eu. Carpe Diem para vocês e para mim o inverso. Pena, não falo latim.

3 comentários:

natasha disse...

O amor [não me refiro ao amor fraternal e sim a esses de filme romântico] realmente tende ao fracasso, já que num relacionamento amoroso o fim é o fracasso e o fim sempre há de chegar...
Neste caso, meu caro pessimista, vc apenas está sendo realista. Amor sempre foi um tipo de limitação do próprio ego e do ego do outro, uma prisão involuntária ou voluntária até o momento em q vc [ou a vítima do seu amor, o outro desejável] não suporta mais e quer libertar-se. Concordo com o Raul na máxima "amor só dura em liberdade", os amantes antes de se aventurar pelos devaneios desse tal sentimento devem entender que o amor se constrói em etapas. Eu só consigo realmente amar quando este alguém se torna meu amigo, quando eu não fico mais aborrecida se ele vai passar um mês na China, quando eu apenas o visito quando tenho vontade, sem aquela coisa de obrigação e tals, vc tem q conhecer o outro, quem ele realmente é, sem suas fantasias e expactativas, o outro como unidade e não o outro como uma alma q estará unida à sua pra sempre. "Nós dois somos um!" balela, maior mentira. Enfim, poderíamos escrever um livro, uma tese, porém, fico com os exemplos de Frida e Rivera, Sarte e Bevoir, Paulo Autran e a namorada dele [cujo nome não lembro]. Amar é construção, nem todos estão aptos pra isso, nem para o fato de que fidelidade total não existe, existe sim é lealdade e isso deve existir sempre se há amor. As pessoas são muito possessivas, com a visão cega, limitada, amar exige clareza. O amor numa perspectiva pessimista... e há outra?

Jefferson Assunção disse...

Obrigado por complementar minha ideia, cara amiga. Concordo plenamente com vc. As pessoas confudem tudo mesmo. Estamos rodeados de idiotas, infelizmente.

Matheus Rufino disse...

Ta melhorando ein... ficou legal o texto, Nietzsche. Mas muito rebuscado.. hehe
depois fala que eu que sou prolixo.. ts ts